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Vendas

Internet em 95% dos domicílios: o que isso muda no atendimento

Dados do IBGE sobre 2025 mostram amplo uso da internet e diferenças territoriais. Veja como aplicá-los sem confundir conectividade com compra online.

Cabos azuis conectados a equipamento de rede.

Foto ilustrativa: Cabos azuis conectados a equipamento de rede. Crédito: Jordan Harrison, Unsplash. Licença de uso.

Análise · Fato de 02/07/2026 · Revisado em 31/10/2026.

A presença de internet em uma residência amplia a possibilidade de contato digital, mas não significa que todos os moradores comprem online ou consigam concluir um pedido sem ajuda. Essa distinção orienta a leitura da PNAD Contínua TIC 2025: o IBGE informou, em 2 de julho de 2026, utilização da internet em 95,0% dos domicílios particulares permanentes do país.

A diferença que uma média esconde

Na divulgação do IBGE, a proporção foi de 95,8% nos domicílios urbanos e 88,0% nos rurais. A diferença de 7,8 pontos percentuais é a subtração entre essas duas estimativas. Trata-se de uso da internet no domicílio, e não de participação nas vendas de comércio eletrônico.

Gráfico: Utilização da internet em domicílios urbanos e rurais — 2025
Recorte % dos domicílios particulares permanentes de cada localização
Domicílios urbanos 95,8
Domicílios rurais 88

Recorte: 2025; dados do quarto trimestre, divulgados em 02/07/2026. Fonte: publicação original, publicação original.

Fonte: IBGE, PNAD Contínua TIC 2025, divulgação de 02/07/2026. Cada percentual se refere aos domicílios da respectiva localização. O informativo da pesquisa utiliza dados do quarto trimestre de 2025 e distingue resultados domiciliares dos indicadores de pessoas de dez anos ou mais.

Aplicação prática para quem vende

A interpretação editorial é manter a experiência de compra simples e oferecer um caminho de atendimento quando surgir dificuldade. O dado nacional não permite concluir qual canal será preferido pelos clientes de uma loja específica. Para isso, observe os contatos recebidos, as etapas em que o pedido para e o tipo de ajuda solicitado.

Revise o percurso pelo celular: encontrar o produto, entender suas características, consultar entrega, escolher pagamento e receber confirmação. Peça que uma pessoa execute a tarefa sem orientação. Anote onde ela procura uma informação, volta à página anterior ou precisa perguntar. Uma revisão assim identifica obstáculos concretos que uma taxa de acesso à internet não revela.

Quatro pontos para conferir

  • Informação essencial: produto, preço, quantidade e condições devem ser localizáveis sem abrir várias conversas.
  • Leitura: confira contraste, tamanho de texto e clareza dos rótulos no aparelho usado pelo cliente.
  • Continuidade: ao passar do site para o atendimento, permita recuperar o item e a dúvida sem exigir que a pessoa recomece tudo.
  • Confirmação: indique o que aconteceu depois do pedido e onde consultar o andamento.

Exemplo didático: um comprador envia uma foto de um adaptador, mas não sabe o nome do conector. O atendimento pode solicitar informações objetivas sobre o equipamento e registrar a compatibilidade a verificar. Presumir que ele conseguirá identificar sozinho o item, apenas porque está conectado, pode levar a uma compra inadequada.

Use dados locais para decidir investimento

Durante um período definido, classifique contatos que pediram ajuda com navegação, pagamento, entrega ou compatibilidade. Compare o volume com o total de atendimentos e leia alguns casos antes de alterar o processo. Pequenas amostras não devem virar conclusões sobre toda a clientela.

O primeiro ajuste deve responder ao obstáculo mais bem documentado. Se os clientes não localizam o prazo de entrega, tornar essa informação visível é mais direto do que abrir outro canal. A pesquisa do IBGE mostra o contexto de conectividade; os registros da empresa mostram onde agir.

Fontes e referências

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