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Tecnologia

TIC Empresas 2025: o que os dados de IA dizem ao pequeno negócio

A pesquisa mostra diferenças de adoção por porte. Entenda o universo medido e use os resultados para escolher um teste de IA com critérios claros.

Notas adesivas laranja e azuis organizadas em quadro.

Foto ilustrativa: Notas adesivas laranja e azuis organizadas em quadro. Crédito: Paymo, Unsplash. Licença de uso.

Análise · Fato de 31/08/2026 · Revisado em 31/10/2026.

Os resultados da TIC Empresas 2025 mostram que o uso de inteligência artificial varia conforme o porte da organização. A publicação, disponibilizada pelo Cetic.br em 31 de agosto de 2026, ajuda a entender o mercado, mas não informa qual ferramenta uma loja deve contratar nem quanto ela irá ganhar. A decisão precisa partir de um problema operacional identificável.

Leia o indicador com seu denominador

O Gráfico 3 do resumo executivo registra uso de algum tipo de IA em 15% das pequenas empresas, 32% das médias e 50% das grandes, em 2025. O total foi de 17%. “Pequena”, nesse estudo, corresponde ao grupo de dez a 49 pessoas ocupadas; portanto, não representa automaticamente a realidade de todo MEI ou estabelecimento com poucos funcionários.

Gráfico: Uso de algum tipo de IA por porte — TIC Empresas 2025
Recorte % das empresas de cada porte, nos setores cobertos
Pequenas (10–49 pessoas ocupadas) 15
Médias (50–249 pessoas ocupadas) 32
Grandes (250+ pessoas ocupadas) 50

Recorte: 2025; coleta fevereiro de 2025 a janeiro de 2026. Fonte: publicação original, publicação original.

Fonte: Cetic.br/NIC.br, TIC Empresas 2025, resumo executivo, gráfico 3. São estimativas por porte, com denominador próprio para cada grupo; as parcelas não devem ser somadas. O relatório metodológico delimita empresas com dez ou mais pessoas ocupadas nos segmentos contemplados e coleta entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026.

O dado não mede retorno financeiro

Declarar uso de IA não demonstra que a aplicação funciona bem, que reduziu custos ou que aumentou vendas. Tampouco a diferença entre portes prova que o tamanho da empresa, isoladamente, causou o resultado. A pesquisa oferece contexto; a avaliação da contratação precisa de evidências do próprio processo que será alterado.

Uma aplicação pequena e delimitada facilita essa avaliação. Pode ser organizar perguntas recebidas no atendimento, elaborar uma primeira versão de descrição a partir de especificações confirmadas ou classificar motivos de contato. Antes do teste, registre o trabalho atual, os erros mais comuns e o tipo de revisão humana necessário.

Monte um teste que possa ser interrompido

  1. Escolha uma tarefa repetida e uma saída que possa ser conferida por alguém da equipe.
  2. Defina o material permitido no teste e retire informações que não precisam ser compartilhadas.
  3. Compare tempo total, incluindo revisão e correção, e não somente o tempo de gerar a resposta.
  4. Conte respostas aprovadas, retrabalho e falhas relevantes para a decisão do cliente.
  5. Decida o que fará a empresa ampliar, ajustar ou encerrar a experiência.

Exemplo didático: se uma ferramenta prepara descrições rapidamente, mas frequentemente troca o modelo do produto, a conferência técnica pode consumir a economia aparente. Esse problema precisa entrar na avaliação antes que o texto seja usado no catálogo.

A recomendação editorial é usar a pesquisa para formular perguntas, não para pressionar a equipe a adotar tecnologia por comparação. Comece por uma tarefa, documente o resultado e conserve uma alternativa operacional. Uma contratação passa a ter fundamento quando o benefício observado supera seu custo e seu trabalho de supervisão no contexto real da empresa.

Fontes e referências

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